quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

No Photo, please

Em respeito a lavada que tomei no carnaval, sem falar da chuva, que como eu sempre digo é a única coisa que cai do céu na vida e é de grátis, vamos - eu e meu ego - dar uma interrupção na postagem do blog até a próxima semana pelo menos.
Hora de repensar, avaliar e reformular além é claro de recuperar as forças depois de dois dias enormes de trabalho e quase nenhum resultado.

grande abraço.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O primeiro milho é dos pintos








Desfile das escolas mirins na marquês de Sapucaí, na sexta que anteced o carnaval.

Fotos: Rafael Andrade / Folha Imagem

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Police and thieves





Tem duas coisas que quase todos que me conhecem perguntam sobre o trabalho que faço. Uma, porque se faz tanto enterro em jornal? Duas, como são os tiroteios aqui na cidade maravilhosa??

Há uns meses atrás quando fui conhecer a nave mãe, a primeira coisa que os colegas lá de SP comentavam era: e aqueles tiroteios, lá no Rio, hein? Que brabeira.

Sobre os enterros, na minha visão é que para os jornais é uma forma de continuar um noticiário em cima de uma notícia, em geral de violência, como por exemplo os enterros das vítimas de balas perdidas aqui no Rio. O sofrimento, a dor, o desespero são informações que os jornais não podem desprezar. Longe de levantar bandeiras, mas também de não ser tão isento, a gente acaba se perguntando o tempo todo se entrar numa situação tão dolorida e íntima tem um fim que justifique a intromissão.

Sobre os tiroteios, cito uma grande fotojornalista aqui do Rio: tiroteio não dá foto. Em primeiro, porque foto não tem som. Segundo porque em geral nos tiroteios estamos limitados: não prá se mexer muito, você precisa se abrigar e escolher rapidamente o local em que vai conseguir tanto ver a ação quanto estar de alguma forma seguro. O que em geral dá foto é o que cerca o conflito. Pessoas se abrigando, se jogando no chão, se alguém se fere.
Mas é óbvio, há muito risco envolvido, há sempre a insegurança e a incapacidade de confiar na polícia. Nos bandidos, nesses então nem se fala. E talvez por isso, sejam das situações de trabalho das mais tensas e complicadas.

Muitas vezes, como nas foto deste post, acompanhamos policiais realizando buscas em comunidades. Se cercam uma casa por exemplo, onde acham que há um traficante, pode ter certeza, é das situações mais tensas que há. Porque você sabe que está na iminência de um conflito com gente atirando em todas as direções. Colete e sorte ajudam. Mas prevenir-se e procurar o lugar em que mais se vê a ação e se está melhor coberto é o fundamental.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Que falta que faz um xodó




Lula e Cabral; Lula, Dona Marisa e Cabral; e Lula e Dona Marisa.
Fotos: Rafael Andrade / Folha Imagem

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fotografei você com minha rolleiflex




Das coisas que eu mais faço mal, retrato sem dúvida é a que eu acho mais complicado. Você depende demais de quem está fotografando, é um jogo muito 50%-50%. Você só consegue o que a pessoa quer dar e ao mesmo tempo está ali para tirar algo desse alguém que não é necessariamente o que aquela figura está disposta a te dar.

Mas fazer bons retratos também tem outras coisas em jogo: uma boa luz, um fundo interessante e paciência ajudam bastante. Esse do Matheus fiz em 15 minutos, todo o tempo que ele tinha antes de uma gravação lá no Projac.

Embora eu tenha adorado o resultado, a Folha não publicou. Preferiram dar uma foto de divulgação dele travestido como o personagem da minisérie que está fazendo. Coincidentemente um jornalista radical. Uma pena, mas pelo menos, eu sei que a minha parte eu fiz.

Fotos: Rafael Andrade / Folha Imagem