quinta-feira, 5 de julho de 2007

Rastro


Foi bonita a festa, pá, fiquei contente, mas o que ficou dessa inauguração foi que mesmo com casa nova os hábitos ainda são antigos. A foto é do fim do jogo que inaugurou o Engenhão entre Botafogo e Fluminense.


Foto: Rafael Andrade / Folha Imagem

terça-feira, 3 de julho de 2007

Essa é prá tocar no Rádio










Cobrir presidente da república, mesmo que seja o nosso, é trabalho prá peixe graúdo. Vez por outra um barrigudinho entra na briga. Ontem foi minha vez. É a maior responsabilidade que eu conheço nesta profissão. E a que mais gente disputa para fazer. É honra, é reconhecimento, porque jornal não costuma mandar qualquer um fazer, e a mesmo tempo é sorte.

É pura adrenalina, e no fim quando se descobre que você fez 2 gigas de foto, vem a parte mais complicada. A edição. Escolher as melhores opções, pensar em quais fotos são mais editorializáveis, o que tem no notíciario que vai de encontro ao que você clicou e as imagens que mais dizem aos olhos. E tudo isto sabendo que, na cerimonia que começaria às 15h, e se iniciou as 16h, Lula é o prato principal. Então, tome saladinha e entrada sob a forma de discursos de Lindberg, Dilma Roussef, Márcio Fortes e outros mais ou menos votados.

Quando o Lula começa a falar já são mais de 17h, se me lembro bem agora, e naquele momento penso que a edição nacional fecha às 19h, o que faz com que as fotos tenham que estar na mão do editor pelo menos às 18h. É nessas horas que se sua, o estômago contrai e começa a se pensar se vai dar tempo.

Embora minha patroa ontem, a Folha de SP, não tenha usado nadinha, publico quatro momentos do nosso digníssimo mandatário que com certeza fizeram da minha hérnia um problema mais sério um pouquinho. Mas só um pouquinho.
Fotos: Rafael Andrade / Folha Imagem

domingo, 1 de julho de 2007

Gol 000000001


Primeiro gol no novo estádio do Rio o Engenhão. Alex Dias marcou aos 28' do primeiro tempo na partida contra o Botafogo. Como tinha de começar a transmitir a partir dos 30' do primeiro tempo - o fechamento seria às 20 horas, o que me dava cerca de 30 ou 40 minutos para as fotos estarem na mão do editor em SP - foi a hora certa para acontecer. E ainda tinha uma foto minha na primeira da Folha deste domingo sobre outro assunto. Sorte é isso aí.
Foto: Rafael Andrade / Folha Imagem

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Vertical e Horizontal




Muitas vezes quando se está fotografando você entende que a melhor opção para uma foto é vertical ou horizontal. Em jornal, por causa do modo como é feito hoje em dia, onde se diagrama antes de se saber como são as fotos, é mais que importante aprender a encaixar um ovo em buraco quadrado. A verdade é que se você procurar, acaba achando opções interessantes. E como dizia um companheiro de JB foto boa é foto publicada. E a horizontal é que a Folha de SP deu hoje no esporte.




Ah, o assunto era um teste de luzes no novo estádio do Maracanazinho. E para esse teste chamaram o Bernard criador do jornada nas estrelas para repetir sua criação no palco onde ela nasceu - acho eu. E eu confesso que nunca fotografei em uma quadra com tanta luz - 1/500, f/5.6 com asa 800. Quero ver se um ano depois ainda vai ter essa luz toda.

Foto: Rafael andrade / Folha Imagem


sábado, 23 de junho de 2007

Sempre Alerta


Tenho um camarada que sempre fala que o que ele realmente gosta é de nas grandes coberturas fazer aquela imagem que deixa todo mundo para trás. E acho que quase todo fotojornalista pensa assim.

Mas esta profissão se faz em geral de solidão, silêncios e paciência. As grandes coberturas não acontecem todos os dias, nem se participa de todas que estão rolando. Boa parte do tempo trabalhamos sem coleguinhas e competição em cima de um assunto. Nessa hora, tem uma qualidade que um bom profissional deve fazer aparecer. É o que alguns chamam de "trazer a foto". É a capacidade de num "vôo solo" trazer para a redação aquela imagem que não é esperada. Aquelas fotos que surpreendem porque ninguém achou que o que você estava fazendo ia dar em algo.

Essa capacidade se desenvolve com o tempo, mas requer sobretudo a concentração, paciência e devoção ao que se faz. Nas grandes coberturas é uma capacidade pouco desenvolvida porque em geral há um clima de competitividade e tensão causado pelo assunto e pela quantidade de coleguinhas envolvidos, que além de inibir, mantém o pato novo sempre de olho na água.

Gosto muito desta foto que posto agora. Porque faz parte de uma operação de recolhimento de menores que a gente pôde acompanhar e que deu um bom resultado em termos de imagem. É aquele dia onde nem você acredita nas fotos que fez. É nestas horas que você chega na redação e o chefe te dá aquele tapinha nas costas, sorri e te fala: "então, tem um bonequinho ali em madureira para economia duas horas depois do fim do teu horário... Faz lá prá gente..."